Um país de surpresas de coisas inacreditáveis e de contrastes impressionantes: assim é a Índia. O passado e o futuro encontram-se numa inusitada união. Dentro de um templo, sob os cânticos milenares dos monges pode-se apreciar de longe os contornos de uma usina atômica com o formato de um linga, a escultura fálica representativa de Shiva, um dos principais personagens da Índia pré-clássica, posteriormente absorvidos pelo panteão de divindades arianas.
País dos mais antigos do globo, a Índia há cinco mil anos já estava intesamente povoada e era detentora de tanta riqueza e cultura que os invasores foram atraidos de todas as partes. A Índia foi o país mais invadido da História. Primeiro os arianos, depois os gregos, persas, mongóis, portugueses, franceses, ingleses e atualmente a constante ameaça da China que já invadiu o Tibet.
A Índia tem hoje, uma população de um bilhão de habitantes formados por várias raças que não se miscegenam, falando 14 idiomas oficiais, cada qual escrito com um alfabeto diferente. Todos eles estão impressos nas cédulas do dinheiro indiano, a rúpia, moeda extremamente forte.
Além dos 14 idiomas oficiais ainda há centenas de outras línguas secundárias, sem contar os milhares de dialétos. Sua lingua sagrada, o sânscrito, hoje uma língua morta, continua sendo usada especialmente nos textos de filosofia, medicina e religião. O sânscrito é considerado como o idioma de mais rica gramática e o mais vasto vocabulário mesmo comparado com os idiomas modernos
Para o turista brasileiro, uma viagem à Índia vale não só por sua vibrante história como pela série de curiosidades e lendas que oferece. Uma dessas lendas, a de Shiva transmitindo yôga `a sua esposa, ensina a lei do evolucionismo, chegando a especificar que nossa evulução começou no mar e que os peixes evoluiram para chegar à categoria de mamífero humano. Até hoje os cientistas não souberam explicar como os ancestrais dos hindus descobriram isso a cinco mil anos. Shiva confidenciava as técnicas do yôga à Párvarti.
Há uma grande variedade de escolas, templos, mosteiros e clínicas que ensinam uma constelação de ciências, terapias, filosofias e técnicas que resistiram ao tempo e insistem em continuar existindo como peças vivas de arqueologia cultural.
Música, dança, arquitetura e escultura.
Se você não se interessa por filosofia, nem terapias, há diversas alternativas no campo da arte: música sacra, popular ou clássica; recitais de danças clássicas ou folclóricas; esculturas, pinturas e obras primas de arquitetura, ruínas e monumentos por toda parte.
A Índia, na verdade, não era uma nação e sim um conjunto de pequenos e grandes reinados das mais diversas etinias. Por isso, não se deve falar da Índia como um todo e sim como um conjunto de partes bem distintas entre si.
Em Goa, de colinização portuguesa, o turista encontra uma Índia mais católica, população que pouco lembra o esteriótipo hindu e conta com muitas praias como Baga Beach, onde o europeu aproveita para curtir topless e fio dental masculino. Em Calcutá e Varanasi, cidades sagradas, encontra-se uma Índia exessivamente populosa religiosa e pobre. Em Delhi, uma metrópole que tem de tudo um pouco é urbanizada e acolhedora. Em Jaipur, Udaipur e Agra, encontra-se a riqueza dos antigos palácios, o exotismo de uma região sub-desértica, camelos, elefantes, palácios e fortes. Em Khajuraho, a beleza das aldeias mais simples, templos antigos lindissímos e erotismo no ar. Nos Himalayas, o ganjes límpido e caudaloso, swamis e saddhus(monges e eremitas) por todo o lado.
Para ver e fotografar
Na Índia, atualmente, permite-se fotografar a maior parte dos templos e monumentos. Em alguns, como o Taj Mahal, não se permite o uso de flash. Nos aeroportos, fotografar da problemas com a polícia. Videos são permitidos em quase todos os lugares mais tem que pagar taxa adicional.
As inevitáveis compras
Se há um lugar no mundo em que o brasileiro pode realizar uma bela catarse e se esbaldar comprando à vontade, esse lugar é a Índia. Os preços são convidativos e ainda há a instituição da barganha : jamais compre o que deseja pelo primeiro preço que lhe pedirem. Ele pode cair pela metade se você mostrar um pouco de indiferença se, depois disso, ainda pechinchar certamente o preço será mais reduzido.
Nos grandes emporiuns do Governo os preços são sempre fixos e um pouco mais elevados. Em compensação a qualidade é melhor. Nas lojas de rua, entretanto, o desconta chega mesmo que você não peça. Se for uma região de menos turismo, tudo começa com um cordial convite para um chá. À partir daí você pode estar certo que vai realizar um bom negócio, pois faz parte do orgulho profissional do comerciante que o cliente não saia sem comprar alguma coisa. Muita gente paga integralmente o custo da viagem, simplesmente realizando um bazar indiano em casa num fim de semana.
A melhor época para viajar
A melhor época para se visitar a Índia é entre outubro e fevereiro, quando é inverno. Porém é válido lembrar que setembro e março são meses ótimos para viajar, pois ainda não está muito quente, não é temporada de chuvas, é baixa temporada e os preços são exelentes. No verão é muito quente e abafado, com temperaturas entre 40 e 50o centígrados, dependendo do lugar. Durante as monções, é chuva o tempo todo.
No norte é frio como em Curitiba no mês de junho. No centro do país o inverno é como a primavera no Rio de Janeiro. No sul é quente mas suportável e ainda pode-se aproveitar uma boa praia.
|